O motorista do transporte coletivo da Região Metropolitana, Rubens Pereira de Matos, de 50 anos, divulgou nesta semana uma situação de constrangimento que viveu em serviço. Após mais de três horas dirigindo, ele foi impedido de ir ao banheiro por um fiscal e acabou urinando na própria roupa.
O condutor havia saído de Trindade, passou pela Praça da Bíblia, em Goiânia, e precisou parar no Terminal Vera Cruz devido à urgência fisiológica. No entanto, teve seu pedido negado.
“Olha a situação em que me encontro agora: todo urinado. Isso porque parei depois de uma viagem de três horas de duração. Saí de Trindade, fui até a Praça da Bíblia e retornei… É sabido que na Praça da Bíblia está ocorrendo uma obra e não há banheiro ou qualquer recurso disponível. Na volta, a necessidade apertou, e fiz uma parada na saída do Terminal Vera Cruz, onde havia um fiscal da CMTC devidamente uniformizado. Ele me abordou dizendo que eu não poderia parar ali”, relatou Rubens em um vídeo divulgado nas redes sociais.
“Pedi a ele a complacência de um minuto para ir ao banheiro e urinar. Expliquei que já estava segurando há muito tempo. Mesmo assim, ele negou, dizendo que, se eu parasse, iria travar o terminal.”
Rubens ainda contou que tentou continuar a viagem até Trindade, mas não conseguiu mais segurar.
“Não tenho vergonha de falar, porque isso é uma necessidade fisiológica de todo ser humano”, desabafou no vídeo de protesto.
Em nota, a Metrobus disse que tomou conhecimento do episódio e lamenta a situação vivida pelo motorista, que é vinculado à empresa terceirizada. “A Metrobus reforça que a jornada de trabalho dos colaboradores respeita integralmente a legislação vigente e que, em casos de urgência, os profissionais são orientados a utilizar quaisquer dos banheiros disponíveis nas 19 estações e nos 5 terminais do Eixo Anhanguera.”








