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Tebet e Padilha viajam à China para fortalecer investimentos e integração pelo Pacífico

Presença de Alexandre Padilha destaca prioridade do governo em temas de saúde global e cooperação internacional.

A partir desta segunda-feira (13/10) até a próxima sexta-feira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, representa o Governo Federal em missão oficial à China. A agenda tem como foco o fortalecimento da integração sul-americana com o Oceano Pacífico, por meio da viabilização de grandes projetos de infraestrutura e logística, além da cooperação na área da saúde.

Também integram a comitiva brasileira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; a secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, Viviane Vecchi; e o secretário de Articulação Institucional do MPO, João Villaverde.

Entre os compromissos previstos, destacam-se a visita ao Porto de Xangai — um dos maiores e mais modernos do mundo — e ao Hospital da Província de Zhejiang, referência em inovação tecnológica e modelo para o projeto do primeiro hospital inteligente do Brasil.

Integração Sul-Americana e Rota Bioceânica

A visita ao Porto de Xangai é estratégica dentro do projeto Rotas de Integração Sul-Americana, especialmente no contexto da Rota 2, conhecida como Rota Bioceânica, que visa conectar o Brasil ao Oceano Pacífico por meio de uma rede integrada de modais logísticos até o Porto de Chancay, no Peru.

Operado pela Shanghai International Port Group (SIPG), o Porto de Xangai está interligado a mais de 700 portos em mais de 200 países. Sua conexão com o Porto de Chancay fortalece a possibilidade de acesso eficiente das exportações brasileiras ao mercado asiático, reduzindo custos e prazos logísticos.

A rota via Chancay é a mais curta e eficiente entre as opções analisadas, com 17.230 km de distância marítima, 27 dias de tempo de navegação, custo estimado de US$ 80 por tonelada e emissão média de CO₂ de apenas 1,45 kg/ton. Em comparação, essa rota é:

  • 3.246 km mais curta que a do Cabo da Boa Esperança (Porto de Santos – Xangai)
  • 4.770 km mais curta que a rota pelo Estreito de Magalhães
  • 6.926 km mais curta que a rota pelo Canal do Panamá
  • 7.848 km mais curta que a via pelo Canal de Suez

Além da menor distância, a Rota Bioceânica evita pedágios marítimos elevados, como os cobrados nos canais de Suez e do Panamá, proporcionando uma economia logística significativa, mesmo com a necessidade de integração entre transporte rodoviário e ferroviário.

Cooperação em Saúde: Hospital Inteligente

A missão oficial também contempla o fortalecimento da cooperação bilateral na área da saúde. A visita ao Hospital da Província de Zhejiang visa aprofundar o conhecimento sobre o modelo de hospital inteligente adotado na China, que servirá de referência para a implantação do Primeiro Hospital Inteligente do Brasil.

Esse projeto inovador, aprovado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) em junho, é liderado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Planejamento e Orçamento e contará com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — o banco do BRICS.

Com investimentos estimados em US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão), o projeto prevê a construção da infraestrutura física, aquisição de equipamentos de ponta e qualificação de profissionais de saúde. O objetivo é desenvolver um modelo nacional de hospital inteligente, escalável e replicável, combinando inovação tecnológica, eficiência operacional e excelência no atendimento.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de preparação, conforme as diretrizes da Cofiex. Em seguida, será submetido à aprovação do NDB e, posteriormente, avançará para a fase de negociação, coordenada pela Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, em conjunto com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Ministério da Saúde, órgão executor da iniciativa.

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