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Lula aceita debater com Trump ataques na costa da Venezuela: ‘para evitar que vire terra sem lei

O presidente afirmou que o acordo com os Estados Unidos pode não ser concluído durante a reunião com Donald Trump, marcada para domingo (26).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante declaração à imprensa ao deixar a Indonésia, que está disposto a conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os ataques americanos na costa da Venezuela e as ameaças de incursões terrestres. Segundo Lula, o tema da Rússia também pode entrar na pauta do encontro.

“Se o presidente Trump quiser discutir qualquer outro assunto — Rússia, Venezuela —, estou aberto a conversar. O importante é que não temos veto a nenhum tema. Qualquer questão colocada na mesa será discutida”, afirmou o presidente.

Sem citar diretamente o nome do líder americano, Lula criticou as recentes ações militares dos Estados Unidos. Ele alertou para os riscos de um mundo sem respeito às leis e à soberania dos países:

“Você não está aí para matar pessoas, mas para prendê-las. Antes de punir alguém, é preciso julgar e apresentar provas. Não se pode simplesmente decidir invadir o território de outro país. É preciso respeitar a Constituição, a autodeterminação dos povos e a soberania territorial”, disse.

O presidente brasileiro reforçou que a prática de invasões unilaterais ameaça a ordem internacional:

“Se a moda pega, cada um vai achar que pode invadir o território do outro como quiser. Onde fica o respeito à soberania dos países? Pretendo discutir tudo isso com o presidente Trump, se ele quiser colocar o tema na mesa”, completou.

Lula admitiu ainda que o acordo com os Estados Unidos pode não ser concluído durante a reunião marcada para domingo (26), na Malásia, onde ele participará da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Segundo o presidente, o Brasil pretende propor uma revisão das tarifas impostas e a retirada das sanções aplicadas a autoridades brasileiras, mas reconheceu que a negociação pode levar mais tempo:

“O Brasil quer recolocar a verdade na mesa, mostrar que os Estados Unidos não são deficitários e, portanto, não há justificativa para as taxas aplicadas ao Brasil. Também não há razão para punir ministros e autoridades brasileiras que apenas cumprem a Constituição do meu país”, afirmou.

Lula destacou ainda que três ministros estão diretamente envolvidos nas tratativas com Washington: o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e o chanceler, Mauro Vieira.

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