Goiânia – A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) anunciou a realização de um concurso público para o ano de 2025, com oferta de 101 vagas para diferentes cargos. Dentre essas oportunidades, o maior número — 40 vagas — será destinado ao cargo de policial legislativo. A última seleção pública para essa carreira ocorreu em 2018, sendo esse o primeiro certame realizado para o cargo, que contou com 24.754 candidatos inscritos.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida como banca organizadora do concurso. O edital, com todas as informações necessárias para inscrição e participação, será publicado ainda no mês de setembro. Enquanto isso, os candidatos devem aproveitar o tempo para se prepararem para as provas objetiva, discursiva e física, entendendo que só é possível conhecer o grau de exigência de um concurso no momento da prova — e nunca é bom ser pego de surpresa.
O presidente do Parlamento goiano, deputado Bruno Peixoto (UB), destacou que essa iniciativa representa um marco importante para a modernização e a eficiência do Poder Legislativo, além de reafirmar o compromisso com a transparência e a promoção de oportunidades na gestão pública.
Ele também ressaltou que a realização do concurso busca elevar o nível de eficiência e qualidade dos serviços prestados à população de Goiás. O presidente adiantou ainda que todo o processo seletivo será amplamente divulgado, garantindo que todos os interessados tenham condições adequadas de preparação.
A diretora de Gestão de Pessoas da Casa, Sulema de Oliveira Barcelos, relembra que, no último concurso, o cargo obteve notas altas na prova objetiva (com nota máxima de 50 pontos) e na prova discursiva (com até 30 pontos). O aproveitamento foi superior a 90% entre os aprovados — os candidatos da ampla concorrência obtiveram entre 75,35 e 79,00 pontos, dos 80 possíveis, enquanto os dois candidatos aprovados como PcD alcançaram 72,65 e 74,39 pontos.
Salário e benefícios
A remuneração inicial prevista para o cargo de policial legislativo é de R$ 5.789,37, para uma jornada diária de seis horas. No entanto, esse valor pode dobrar, considerando-se o reajuste do salário-base pela inflação dos últimos anos, gratificações por titulação (pós-graduação, mestrado ou doutorado) e o auxílio-alimentação de R$ 1.000,00.
Como se preparar
Gabriel Ferreira Weidlich, 28 anos, policial legislativo aprovado no último concurso em 11º lugar, concedeu entrevista à Agência Assembleia de Notícias e compartilhou sua experiência de preparação. Formado em Direito pela UniAnhanguera, ele conta que se deparou com o edital logo após concluir o curso.
“Acredito que o interessado em ser aprovado não precisa, necessariamente, fazer cursinho. Hoje em dia, se o candidato tiver foco e souber acessar os principais sites com material para concursos, pode abrir um leque de possibilidades de cursos online. Isso faz a pessoa ganhar tempo e economizar dinheiro”, afirma.
Gabriel destaca a importância de planejar o estudo antecipadamente, focando nas matérias recorrentes em concursos: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemático, Geo-história de Goiás, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Ele também recomenda atenção especial às legislações específicas da Alego, como:
- Resolução nº 1.007 (Estrutura Administrativa)
- Resolução nº 1.073 (Regulamento Administrativo)
- Resolução nº 1.218 (Regimento Interno)
Segundo ele, após a publicação do edital, o planejamento de estudos deve ser atualizado.
A rotina de trabalho
Sobre sua rotina profissional, Weidlich conta que inicialmente imaginava uma atuação voltada para segurança orgânica com autoridades, com dias alternando entre tranquilidade e tensão. Contudo, ele se surpreendeu ao perceber como o ambiente político pode transformar o papel do policial legislativo, exigindo constante adaptação da administração.
Ele afirma que idade e gênero não devem ser vistos como obstáculos para quem deseja ingressar na carreira. “Se o candidato é aprovado em todos os testes exigidos, está apto a exercer as atribuições do cargo, independentemente de idade ou gênero”, reforça.
Atualmente, os policiais legislativos não têm autorização para portar arma de fogo, utilizando apenas dispositivos incapacitantes, como o “taser”. No entanto, Weidlich acredita que, em breve, a legislação pode ser alterada para permitir o porte de arma, considerando o papel da categoria na garantia da segurança e da ordem.
Há três anos na função, ele afirma estar feliz com a carreira e destaca que lidar com o público, em uma rotina bastante variada, é motivo de grande satisfação.







