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Conheça os detalhes da maior operação policial contra o Comando Vermelho no Rio

Megaoperação deixa dois policiais mortos; governador Cláudio Castro classifica ação como a maior já realizada contra o Comando Vermelho no Rio.

Na manhã desta terça-feira (28/10), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), em conjunto com a Polícia Militar e o governo estadual, deflagrou uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes de segurança e foi classificada pelo governador Cláudio Castro como a maior já realizada no estado.

Segundo as autoridades, o objetivo era conter o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 51 mandados de prisão contra chefes do tráfico que atuam na região e em outros estados. Durante os confrontos, criminosos reagiram com barricadas, drones, bombas e disparos de arma de fogo.

Até o momento, o balanço oficial aponta 81 prisões e 22 mortes — sendo 20 suspeitos e dois policiais civis.

Entre as vítimas está o delegado Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara. Chefe da 53ª Delegacia de Polícia (Mesquita), ele foi atingido durante o confronto e não resistiu. O policial participava da operação desde as primeiras horas da manhã.

A coletiva de imprensa foi realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, de onde as forças de segurança monitoraram a ação em tempo real. O governador destacou que a operação foi planejada para ocorrer em áreas de mata, distantes das comunidades, “priorizando a segurança da população”.

Durante a coletiva, o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, foi informado da prisão de Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, considerado braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Rio. Belão é apontado como chefe do tráfico no Morro do Quitungo, também na Penha, e responde por crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e confrontos com grupos rivais.

Também participaram da entrevista coletiva o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, e o comandante-geral da PM, coronel Marcelo de Menezes.

A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público (CSI/MPRJ).

O Gaeco/MPRJ denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico e três por tortura. Segundo o Ministério Público, o Complexo da Penha se tornou uma base estratégica para o escoamento de drogas e armas por sua proximidade com importantes vias expressas, sendo peça-chave no projeto expansionista do Comando Vermelho.

A denúncia aponta Edgard Alves de Andrade, o Doca, como principal liderança da facção na região e em outras comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento — áreas que vinham sendo disputadas com milicianos.

Também foram identificados como líderes Pedro Paulo Guedes (Pedro Bala), Carlos Costa Neves (Gadernal) e Washington Cesar Braga da Silva (Grandão), responsáveis por determinar escalas, controlar o comércio de drogas e ordenar execuções de desafetos.

Outros 15 acusados atuariam na gerência das operações criminosas, cuidando da contabilidade, logística e abastecimento das bocas de fumo. Os demais denunciados exerciam funções de segurança armada e vigilância.

A denúncia foi aceita pelo Juízo da 42ª Vara Criminal da Capital, que expediu os mandados cumpridos durante a operação.

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