Duas proprietárias de uma clínica em Goiânia foram indiciadas pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e associação criminosa, após investigações da Polícia Civil revelarem um esquema de fraudes no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com o inquérito, as investigadas cobravam e registravam sessões de terapia que nunca ocorreram, incluindo casos em que os pacientes estavam internados em outros estados, enquanto a clínica emitia notas fiscais indicando atendimentos realizados em Goiânia.
As apurações também identificaram assinaturas falsificadas de profissionais de saúde e repasses via PIX a familiares de pacientes, usados como forma de dissimular as cobranças irregulares.
A denúncia foi feita pela Unimed Goiânia, que destacou que o maior prejuízo não foi financeiro, mas sim o comprometimento do chamado “tempo de ouro” do desenvolvimento infantil, fase considerada crucial para o progresso terapêutico de crianças com TEA.
“Mais do que o prejuízo financeiro, o maior dano recai sobre as crianças autistas e suas famílias. Esse tipo de fraude compromete não apenas a evolução clínica da criança, mas também a confiança e a luta diária dessas famílias”, afirmou o diretor de Provimento de Saúde da Unimed Goiânia, Francisco Albino Rebouças.
O caso agora segue para o Poder Judiciário, que será responsável por definir as responsabilidades penais das envolvidas. A cooperativa informou ainda que mantém auditorias e processos internos rigorosos para prevenir e punir irregularidades, reforçando seu compromisso com a ética no atendimento à saúde e com a proteção dos beneficiários.







