Nos bastidores, servidores e gestores do sistema penitenciário avaliam os possíveis impactos de uma eventual transferência de Bolsonaro de volta ao Complexo Penitenciário da Papuda. A principal preocupação está relacionada à necessidade de reforço nos protocolos de segurança e logística dentro e fora da unidade prisional.
De acordo com integrantes da área, o retorno do ex-presidente exigiria planejamento especial para garantir a segurança da custódia, além de mobilização adicional das forças de segurança diante da possível presença de apoiadores, manifestações e cobertura intensa da imprensa.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado relacionada aos acontecimentos posteriores às eleições de 2022. Inicialmente, cumpria pena em uma unidade localizada no Complexo da Papuda.
Em março deste ano, porém, Alexandre de Moraes autorizou a transferência para prisão domiciliar humanitária após a apresentação de laudos médicos que apontavam a necessidade de recuperação em ambiente residencial.
Com o prazo da medida prestes a terminar, cresce a expectativa sobre a decisão do STF, que deverá definir se o ex-presidente retornará ao sistema prisional ou permanecerá em regime domiciliar.









