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Lula reage com cautela à megaoperação no Rio de Janeiro

Presidente evita manifestações públicas e aguarda análise do MJ e da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem adotado uma postura de cautela diante da megaoperação policial que resultou em ao menos 119 mortes no Rio de Janeiro, embora, em conversas reservadas, tenha demonstrado indignação com o episódio.

Segundo auxiliares, há a avaliação de que a ação poderia ter contado com maior apoio do governo federal — especialmente no fornecimento de inteligência policial —, o que talvez ajudasse a evitar o elevado número de mortes. Por ora, a orientação no Palácio do Planalto é aguardar os relatórios do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal sobre possíveis falhas que levaram ao resultado histórico da operação.

A cautela de Lula também se explica pelo episódio recente durante sua viagem à Ásia, quando o presidente afirmou que “traficantes são vítimas de usuários”. A declaração gerou forte repercussão negativa e o obrigou a se retratar publicamente. Assessores temem que uma nova fala precipitada possa reforçar a percepção de conivência do governo com a criminalidade.

O tema tem sido amplamente explorado por partidos de direita, que aproveitam o episódio para reiterar críticas de que a esquerda carece de uma política efetiva de combate ao crime.

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