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Maduro acusa EUA de “inventar guerra” após envio de porta-aviões ao Caribe

Durante um pronunciamento em rede nacional nesta sexta-feira (24), Maduro afirmou que os Estados Unidos “criam um relato extravagante, vulgar e criminoso.”

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira (24/10) que os Estados Unidos estão inventando uma guerra contra o país. A fala ocorre depois de Washington enviar o porta-aviões USS Gerald R. Ford e reforçar sua presença militar no Mar do Caribe, em meio às ameaças do presidente Donald Trump de iniciar operações terrestres na região.

De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, a mobilização faz parte de ações contra o “narcoterrorismo” e busca “detectar, monitorar e desmantelar atividades ilícitas” que ameacem a segurança norte-americana e do Hemisfério Ocidental. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou na rede X que o reforço militar aumenta a capacidade dos EUA de combater organizações criminosas na área de responsabilidade do Comando Sul (USSOUTHCOM).

Desde agosto, forças norte-americanas bombardearam dez embarcações próximas à costa da Venezuela e no Oceano Pacífico, deixando pelo menos 43 mortos. Washington afirma que os barcos eram usados por traficantes de drogas, mas o governo venezuelano acusa os EUA de usar o combate ao tráfico como desculpa para ações desestabilizadoras.

Em discurso transmitido em rede nacional, Maduro criticou duramente as operações e disse que os EUA estão tentando justificar uma intervenção militar. “Eles estão inventando uma nova guerra eterna, com um relato falso e criminoso”, afirmou.

O líder venezuelano também afirmou que a Venezuela não produz coca nem cocaína, e que o governo trabalha para eliminar o pequeno volume de tráfico que ainda passa pelo país. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, chamou o aumento da presença militar americana de “ameaça contra a Venezuela, a América Latina e o Caribe”.

Na quinta-feira (23/10), Trump declarou que os Estados Unidos iniciarão operações terrestres “em breve” para combater cartéis de drogas. Tanto Maduro quanto o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, são acusados por Washington de ter ligações com o narcotráfico — o que ambos negam.

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