O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), posicionou-se nesta sexta-feira (5/12) após Jair Bolsonaro (PL) oficializar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como seu escolhido para disputar o Planalto em 2026. Em nota, Caiado afirmou respeitar a decisão, mas deixou claro que não pretende recuar de seu projeto nacional.
“É uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com sua família, e cabe a todos nós respeitá-la. Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro”, declarou o governador. “Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que, no próximo ano, vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros”, completou.
A manifestação ocorre após Flávio confirmar publicamente que recebeu do pai a missão de liderar o projeto político do PL. O movimento, antecipado pela coluna de Paulo Cappelli, foi comunicado por Jair Bolsonaro a aliados diretos mesmo enquanto o ex-presidente permanece preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.
Nas redes sociais, Flávio disse receber a incumbência com “grande responsabilidade”, classificou o pai como “a maior liderança política e moral do Brasil” e fez críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom religioso, afirmou acreditar que Deus “abre portas, derruba muralhas e guia cada passo dessa jornada”.
A escolha reorganiza o tabuleiro da direita e provoca divisões imediatas. Enquanto o núcleo mais fiel ao bolsonarismo celebrou o anúncio, aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) demonstraram irritação — algumas publicações chegaram até a sugerir voto em Lula em um eventual segundo turno contra Flávio.
Dentro do clã Bolsonaro, contudo, a decisão é vista como estratégica. Jair Bolsonaro considera que Flávio possui perfil mais moderado, maior capacidade de diálogo e forte estrutura política, sustentada por palanques como os de Tarcísio e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).







